Domingo, Maio 18, 2008

Mulheres de Chico.


Nem todos nascem Chico... nem todos decifram mulheres... nem compõem com tanta beleza e sutileza, como o Chico Buarque. Mas ao menos podemos nos deleitar com suas mulheres. As existentes em suas músicas, as suas belas ex-esposas, e agora em uma nova categoria que descobri: as que cantam Chico... AS MULHERES DE CHICO. Um bloco carnavalesco com aproximadamente vinte beldades de idades e belezas distintas, mas inquestionávelmente talentosas.
São ritmadas, sorridentes e lindas, do cavaquinho ao repique, o nível é alto, tanto visual quanto sonoro.
Sem qualquer tipo de comercial, apenas presenciei uma apresentação e me apaixonei de uma só vez por mais ou menos vinte mulheres.
Espero que possam presenciar essas meninas cantando Chico Buarque e concordem comigo.
Salve Chico e Salvem suas mulheres... principalmente as Mulheres de Chico.

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito interessante seus comentários sobre as "Mulheres de Chico". Não tive a oportunidade de ve-las pessoamente, mas ja tinha ouvido falar do trabalho elogiadissimo delas. É uma pena que poucas pessoas possam assisti-las e ter a oportunidade de conhecer a obra primoroza de Chico Burque de Holanda, já que suas proximas apresentações por exemplo, serão em casas da Lapa e custam aproximadamente 30,00 reais. Ou seja, tem pessoas que podem assistir o show (como eu), pois podem pagar 30,00 reais, em compensação dificilmente vão assistir o próprio Chico (também como eu) já que seu show custa mais de 100,00 reias. E outras que simplismente não podem nada e estão na outra margem...muitas vezes são chamadas de sem cultura ou alienadas, pois gostam de Calipso, Mc Créu ou coisa parecida...derrepente elas gostariam de gostar de outra coisa...será? Derrepente elas também iriam gostar das "lindas e sorridentes" Mulheres de Chico. A propósito, não tem nenhuma negra no grupo...será porque não existem mulheres negras que tocam instrumentos? Ou será que não existem mulheres negras tocam instrumentos e cantem Chico? Ou será que existem mulheres negras que fazem isso tudo, mas elas não são lindas e sorridentes?

Abraços, Carina.

Pablo disse...

Salve salve!

Anderson Cruz disse...

Interessante a ponderação que se atem, sobre o acesso cultural, e a participação negra, ou melhor a não participação negra no grupo supra citado.
Tendencindo o debate ao cotidiano carioca, libertando-se um pouco dos discurssos prontos, porém que nunca se tornam obsoletos, analisemos nosso acesso cultural na cidade do Rio de Janeiro.
A cidade que a porção maravilhosa ficou para ser usufluída pelos turistas, fornece sim opções culturais de todos os tipos e gostos gratuitamente para sua população. Porém...
Acho difícil o trabalhador que se encontra com seu endereço na Baixada Fluminense, como por exemplo: Paracambi, que fica no fianal da linha do trem, ou seja um pouco distante do pólo empregatício, polo esse que se concentra no centro da cidade e zona sul da cidade, tenha a intensão de chamar a cidade de maravilhosa, quando depende do transporte, ou da falta de violência para que possa chegar ao aconchego de seu lar são e a salvo para o descanso e retorno ao trabalho no dia seguinte.
Então já do derrubamos a idéia do livre acesso da população sem recursos financeiros, à instituições que fornecem atrações grátuitas ou a preço popular em vários centros culturais do Rio de Janeiro.
Mas infelizmente ele não vai...
Por motivo de horário? Pode ser..
Depois de 8 horas de trabalho braçal, sugerir a nosso suporto morador da Baixada Fluminense a passar no centro da cidade para ver uma exposição e depois pegar o trem chegando na sua residência por volta de onze meia noite... é totalmente compreensível que essa torne-se uma tividade facilmente descartada.
Mas suponhemos que esse nosso morador da baixada fluminense, tivesse tempo?
O local mesmo gratuito, não o faz sentir-se como parte integrante da parcela que consome esse tipo de produto.
Peguemos o CCBB no centro da cidade para que possamos entender melhor.
Totalmente gratuito em quase todos os serviços, e com qualidade e organização.
Mas o preço de um refrigenrante dentro do CCBB lembra muito a linda e tradicional Confeitaria Colombo.
O segurança com um olhar clínico, identifica quase sempre como um ladrão em potencial ou um desordeiro nato, as pessoas que por seu critério de raça e vestuário, não se enquadre ao ambiente... e por aí vai...
Mas calma somos cariocas.... somos bairristas e marrentos....
Temos nossos blocos que mesmo fazendo shows a trinta reais realizam show de graça em espaços públicos várias vezes ao ano, não só no carnaval...
Mas eles insistem não divulgar os horários corretos para não "encher muito".
E nosso colega ficou de fora de novo.
Levo-me a crer que ta faltando é informação sem distinção de usuário ou público específico. A pessoas primeiro precisam saber que existe, e depois tentar se enquadrar num sistema cultural, que segrega e enquadra. Além do MC créu e do Calipso, existiu Tom e Vinicius, além do
filme enlatado americano, faz-se filme na Coréia, na Palestina, na Índia e Angola.
Mas agora pensemos como?